TRAVESSEIRO SUSPENSO POR FIOS DE NYLON

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SEBASTIÃO SALGADO - fotógrafo brasileiro - OLHARES

SEBASTIÃO SALGADO, conheço parcialmente sua Obra, não o conheço pessoalmente, mas como cidadã brasileira quero dizer: OBRIGADA POR SEU LINDO TRABALHO DE ARTE, CULTURA, DENÚNCIA, REALISMO e INCONFORMISMO! VOCÊ NOS ORGULHA! Está postagem é uma simples homenagem ao homem e fotógrafo que é.

Sebastião Salgado

.FOTÓGRAFO BRASILEIRO 
Sebastião Salgado presenteia o presidente Lula com seu novo livro em 31 de outubro de 2006.
Sebastião Salgado no Fórum Social Mundial, em 2002. Marcello Casal Jr/ABr
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O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundo. Salgado, que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 3 de Abril de 2001, dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo. Esse trabalho está documentado em 10 livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos premios de fotografia em todo o mundo. "Desejo que cada pessoa que entra numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.", comenta Sebastião Salgado. "Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bens materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo." 

Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito filhos. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar os seus estudos para o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. 

Depois de pedir emprestada a câmera da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. 

De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan.

 Paralelamente, passou a dedicar-se a projetos de documentários mais elaborados e pessoais. Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.


Fotógrafo reconhecido internacionalmente e adepto da tradição da "fotografia engajada", Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais premios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia, que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado mora atualmente em Paris com sua esposa e colaboradora, Lélia Wanick Salgado, autora do projecto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos. 

Em 1981, Sebastião Salgado "estoura" no cenário mundial ao ser o único fotógrafo a documentar a tentativa de assassinato do então presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, o que lhe dá grande destaque internacional
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Brasileiro, radicado na França, Salgado é reconhecido mundialmente como um dos mestres da fotografia documental contemporânea. Nos anos 80 e 90 publica grandes foto reportagens de denúncia social, em livros como Sahel: l'Homme en Détresse (1986), Trabalhadores (1993) e Terra (1997).
Quatro anos depois de ter sido publicado no exterior, o livro Trabalhadores, começa a ser vendido no Brasil, na segunda semana de março de 1997.

A obra, que levou sete anos para ser realizada, reúne 350 fotos de trabalhadores de várias partes do mundo em 400 páginas.


Um mês depois, do mesmo ano, foi promovido no Espaço Unibanco de Cinema, em São Paulo, o lançamento mundial do livro Terra, com 109 fotos de trabalhadores rurais de várias partes do Brasil.

Além das fotos de Sebastião Salgado, o livro tem prefácio do escritor português José Saramago e um CD com músicas inéditas do compositor Chico Buarque.

Os direitos autorais da edição brasileira foram doados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.

OBRAS   DO   FOTÓGRAFO





O  PODER  DA  IMAGEM
Conheça Sebastião Salgado e a arte da fotografia*
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“Nos seis ou sete anos em que fotografei os trabalhadores, percebi que estamos passando por uma transformação total dos meios de produção. Com o fim da primeira revolução industrial, a chegada de novas tecnologias -- das máquinas inteligentes -- às linhas de montagem e a nova organização dos fatores de produção, vi que o ser humano e sua vida sedentária tradicional também estão passando por transformações.” (Sebastião Salgado)
De acordo com o dicionário Houaiss, Fotografia é a arte ou processo de reproduzir imagens sobre uma superfície fotossensível (como um filme), pela ação de energia radiante, especialmente a luz. Trata-se, portanto, de uma técnica que é, ao mesmo tempo, uma arte. E por que esse pormenor é importante?
Porque usualmente pensamos na fotografia como sendo apenas a composição técnica criada pela humanidade para registrar e reproduzir imagens estáticas e permitir que esses enquadramentos se tornem referências, lembranças, notícias, documentos ou ainda arquivos que retratem nossa existência.
Ao elevar o fotógrafo a condição de artista, estamos entendendo que em seu trabalho há também altas doses de criatividade, inteligência, planejamento e conhecimento (do equipamento, das variáveis que podem influenciar na qualidade de suas fotos, das técnicas já existentes para a obtenção de suas imagens,...) que tornam sua produção digna de merecer espaço em exposições, livros e museus.
É também necessário esclarecer que nem todas as fotografias que são tiradas atingem o status de obra de arte. Ao tirarmos nossas fotos domésticas, de viagens, de festas, do trabalho ou de qualquer situação cotidiana podemos até, eventualmente, criar uma chapa que mereça essa distinção. O mais comum é que nossos enquadramentos sejam tão usuais e básicos que não mereçam essa consideração...
A concepção artística da fotografia é revelada a partir da capacidade que o profissional tem de criar temáticas, explorar variáveis, adotar diferentes técnicas (muitas vezes mesclando-as), utilizar as cores e as luzes da natureza, ser capaz de conceber em estúdio releituras e novidades que diversifiquem sua obra,...
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Eu acredito que o estilo de vida dos países mais ricos é o estilo de vida certo para todos. Todo mundo tem direito à saúde, educação, previdência social, além do direito e necessidade à cidadania. Acredito que todos os seres humanos neste planeta têm direito às mesmas coisas. (Sebastião Salgado)
Apesar de ser reconhecida como arte no mundo todo, no Brasil a fotografia ainda se restringe enquanto produção cultural refinada e distinta aos círculos intelectualizados das nossas maiores metrópoles ou de cidades do interior de caráter mais progressista. Essas barreiras estão sendo vencidas aos poucos. A compreensão e o estímulo à produção de novos trabalhos têm acontecido e atingido os quatro cantos do país.
Uma das comprovações da pouca expressão do trabalho fotográfico de alto nível em nossa pátria pode ser percebida pelo pouco conhecimento por parte do grande público quanto aos mais expressivos expoentes dessa arte no Brasil. É, por exemplo, inconcebível que a produção de Sebastião Salgado não seja referencial em nossa cultura.
Sebastião Salgado é artista fotográfico renomado internacionalmente e, com certeza, apesar do prestígio que tem em nosso país, é mais reconhecido e respeitado fora do Brasil. Não apenas merece essa valorização pelas técnicas que utiliza em suas produções, que já fazem suas fotografias diferenciadas e merecedoras do status de arte, mas principalmente pelo fato de ter transformado seu trabalho em importante elemento de reflexão sobre os rumos da vida no seu próprio país e no mundo.
Seu trabalho compõe um quadro crítico, que procura provocar o público, dar-lhe matéria-prima para pensar e repensar questões sociais. Não lhe bastava imaginar que sua arte poderia ilustrar (no sentido de ensinar, dar argumento, proporcionar conhecimentos), modernizar concepções ou sensibilizar as pessoas que entrassem em contato com suas fotografias.
Salgado trabalha para que suas obras causem verdadeira comoção entre o público. Para ele a arte tem que levar a engajamentos e lutas. Fotografias podem e devem ajudar a mudar o mundo para melhor. Busca-se com as fotos apresentar denúncias e motivar reações por parte das pessoas, da sociedade civil e, até mesmo, dos próprios governos...
O componente político de sua produção fotográfica torna Sebastião Salgado não apenas diferenciado, mas principalmente polêmico, instigante, provocativo e, acima de tudo, artístico e visceral. Há muita inteligência em sua obra e num país carente de cultura de alto nível como o nosso, sua fotografia é um alento, um oásis em meio a imensas dunas de areia...
Nesse sentido é de fundamental importância que entremos em contato com sua produção. Para facilitar o encontro com Sebastião Salgado foi criado um site em que algumas de suas obras nos são apresentadas. Para se encontrar com esse artista das lentes e o poder de suas imagens conheça seu endereço na Internet, disponibilizado pelo portal Terra, no linkhttp://www.terra.com.br/sebastiaosalgado.
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Minha maior esperança é provocar um debate sobre a condição humana do ponto de vista dos povos em êxodo de todo o mundo. Minhas fotografias são um vetor entre o que acontece no mundo e as pessoas que não têm como presenciar o que acontece. Espero que a pessoa que entrar numa exposição minha não saia a mesma.” (Sebastião Salgado)
O Site
Somente as imagens bastariam para falar por Sebastião Salgado. Suas fotografias nos falam ao coração, despertam os sentidos e nos permitem tantas reflexões que apenas a disponibilização desses trabalhos já constituiria uma considerável contribuição à cultura nacional a partir da Internet.
O melhor de tudo é que o site de Salgado vai muito além e nos enriquece com algumas de suas declarações a partir de uma esclarecedora entrevista, na qual o fotógrafo fala de dois de seus mais expressivos, realistas e críticos trabalhos, as exposições Êxodos e O Mundo da Maioria.
Há também um programa educacional que apresenta um breve curso de fotografia on-line que tenta introduzir os internautas a alguns conceitos, idéias, temas e práticas dessa nobre arte a partir das experiências e vivências de Salgado. Se não bastasse isso o site ainda nos oferece algumas das imagens (que ilustram esse artigo) do fotógrafo para que as utilizemos como papel de parede.
Ainda são disponibilizados no site informações sobre o próprio Sebastião Salgado, algumas possibilidades de ajudar a melhorar o mundo (entrando em contato com diversas organizações humanitárias com as quais o fotógrafo possui vínculos), as propostas dos projetos apresentados no site e os novos trabalhos do artista.
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"Espero que tanto como indivíduos, grupos ou uma sociedade, façamos uma pausa para pensar na condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais brutal, o individualismo continua sendo uma fórmula para catástrofes. É preciso repensar a forma como coexistimos no mundo." (Sebastião Salgado)
Para Refletir
Tenho a constante impressão de que olhamos, olhamos e vemos muito pouco do que acontece ao nosso redor. Não percebemos o horizonte. Fechamos nossos olhos à natureza. Desprezamos o ser humano que está ao nosso lado. Temos dificuldade para perceber as transformações promovidas pelas pessoas
Ao reeducar nossos olhares acredito que sairemos das cavernas onde estamos inseridos. Atualmente repetimos com grande constância a Alegoria da Caverna do grande filósofo grego Platão. Nosso foco continua sendo o imediato, o aqui e agora e, em muitos casos, apenas aquilo que diz respeito à própria sobrevivência, realização ou sucesso.
O planeta Terra se deteriora ao nosso redor e não queremos saber disso. Pessoas morrem de fome ou vitimadas por epidemias e isso não nos toca nem um pouco. Guerras destroem a água, o ar e o solo e tudo parece muito distante para afetar a nossa própria sobrevivência. O cotidiano nos faz parecer com as ovelhas desenfreadas que Chaplin utilizou em seu célebre filme Tempos Modernos para ridicularizar o mundo contemporâneo e sua pressa.
Ao disparar seu obturador contra acontecimentos que deveriam sensibilizar naturalmente os seres humanos, Sebastião Salgado quer nos despertar desse sono interminável que poderá nos arruinar num futuro muito mais próximo do que imaginamos.
Se não aprendermos a viver de forma a dividir as atribuições, responsabilidades e os frutos de nosso trabalho, é muito provável que destruiremos o planeta e toda a vida que nele existe, inclusive a nossa. Seremos vítimas de nossa própria cegueira, surdez e mutismo.
Iniciativas como as de Salgado e a de outros artistas que devotam seu tempo às causas humanitárias e clamam por uma revisão de nossas vidas e da relação que estabelecemos com o mundo são fundamentais para que consigamos atingir um futuro de paz, harmonia, respeito, dignidade e amor. Só assim o ciclo da vida poderá persistir...
Nesse sentido é de fundamental importância que as pessoas conheçam o trabalho de Salgado e de outros artistas envolvidos com causas sociais e humanitárias. Por esse motivo convidamos todos a conhecer o mundo desse envolvente e importante fotógrafo e todo o poder de suas imagens visitando o site que a ele é dedicado no linkwww.terra.com.br/sebastiaosalgado.

*João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Sebastião Salgado e Lélia Wanick
Sebastião Ribeiro Salgado Júnior e Lélia Deluiz Wanick Salgado
É casado com Lélia Deluiz Wanick Salgado, que é também autora do projeto gráfico da maioria de seus livros.
Juntos fundaram o Instituto Terra, uma associação civil, sem fins lucrativos, localizada na Fazenda Bulcão, Aimorés – MG, com uma área de 676 ha, reconhecida como Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) pela Portaria IEF/MG Nº 081, promulgada em 07 de outubro de 1998. É a primeira RPPN criada em uma área degradada.
Em menos de 10 anos, através do Instituo Terra, o casal já plantou um milhão de mudas de árvores.  Sebastião Salgado e Lélia Wanick estão literalmente plantando o futuro.
Para ler a biografia completa de Sebastião Salgado acesse www.terra.com.br/sebastiaosalgado
Para conhecer o Instituo Terra acesse www.institutoterra.org

The Serra Pelada - gold mine - Brasil (1986).
Going up the Serra Pelada mine . 
Dispute between Serra Pelada gold mine workers and military police . 

 Refugees in the Korem camp 




Índia (1990).


Wearing sheepskin to protect from cold and humidity . 
Day of the Dead in San Vicente Nautec

Fotos do Equador (1982)

sobre fotografia no Brasil ver:http://www.girafamania.com.br









Segunda Guerra pela libertação da Angola – 1975

Refugiados do povoado de Lula chegando ao povoado de Kisesa – Zaire - 1977

Dia dos mortos – Atillo – Equador - 1982

Refugiados no Korem Camp – Etiópia – 1984

  
Korem Camp, Etiópia, 1984

Gourma-Rharous – Mali – 1985

Trabalhadores da Mina de Ouro de Serra Pelada – 1986

  
Briga entre trabalhador e policial militar na mina de Serra Pelada - 1986

Vista Total da Mina de Ouro de Serra Pelada - 1986


  Entrega de Madeira – México - 1990 
   

 Bombeiro – Quait – 1991  
    

Plantação de chá – Ruanda - 1991
 

 Corpos empilhados por trator do exército francês em Kilumba, Ruanda – 1994 
  

Centro de órfãos do campo de refugiados Kilumba nº1 – Zaire – 1994
   
Jakarta - 1996  
  

Trabalhadores do café – estado de Karnataka – Sul da India – 2004   
  


fotografia humano miseria pobre pobreza salgado sebastiao

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Movimento dos Sem-Terra  - Brasil









OUTRAS ...




























































"A HUMANIDADE É DESUMANA"
Legião Urbana


"Para alguns, sou fotojornalista. Não é verdade. Para outros, sou um militante. Tampouco. A única verdade é que a fotografia é minha vida. Todas as minhas fotos correspondem a momentos intensamente vividos por mim. Todas existem porque a vida, a minha vida, me levou até elas", diz Sebastião Salgado em Da Minha Terra à Terra, livro que autografa hoje às 12h30, na Livraria Saraiva do Shopping Pátio Higienópolis. Mais tarde, às 19h30, Salgado conversa com Drauzio Varella no Teatro Eva Herz , na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.
 É chance rara de ouvir o fotógrafo relatar passagem memoráveis de sua vida e contar mais sobre o livro em que relata muitas destas passagens.
 Na obra, escrita pela amiga Isabelle Francq, que fez cinco grandes entrevistas com o fotógrafo, Salgado, que já lançou diversos livros e teve sua obra exposta em diversos países, abre um novo capítulo, o de sua história.
 Com relatos em tom de conversa entre amigos, há espaço para falar de sua terra natal, a fazenda no Vale do Rio Doce, da qual tem "lembranças maravilhosas de menino", as raízes políticas, éticas e existenciais de seu engajamento fotográfico. "Minha fotografia não é nada objetiva. Como todos os fotógrafos, fotografo em função de mim mesmo, daquilo que me passa pela cabeça, daquilo que estou vivendo e pensando", diz ele no capítulo 'A fotografia, meu modo de vida'.

Em Da Minha Terra à Terra é possível acompanhar os bastidores de grandes trabalhos de Salgado, como, por exemplo o Projeto Gênesis, que originou o cultuado livro homônimo e que se tornou uma festejada exposição que já rodou diversos países. Entre eles, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Suíça, Canadá, Estados Unidos e Brasil. Aliás, é para a abertura de Gênesis em Porto Alegre que o fotógrafo também está no País.
 Gênesis é fruto da jornada que conduziu Salgado a rincões intocados do planeta, onde o homem convive em harmonia com a natureza. É também com Gênesis que Da Minha Terra à Terra começa.
 Em um relato que mistura fascínio e humildade, o fotógrafo narra como, em Galápagos, passou um dia inteiro aprendendo a entender o ponto de uma tartaruga gigante. "Quando fotografo seres humanos nunca chego de surpresa ou incógnito a um grupo, sempre me apresento. Depois me dirijo às pessoas, explico, converso e, aos poucos nos conhecemos", conta ele, ao relatar que também aprendeu a conhecer e fotografar os animais com Gênesis.
 São passagens como esta que fazem de Da Minha Terra à Terra um livro pessoal e ao mesmo tempo documental. Salgado, em breve, também poderá ser visto no cinema. Além de Revelando Sebastião Salgado, da brasileira Betse de Paula, em outubro será lançado um documentário que o alemão Wim Wenders dirigiu sobre o fotógrafo.
 DA MINHA TERRA À TERRA  -  Editora: Companhia das Letras

2 comentários:

  1. adorei esta postagem do fotografó de Minas Gerais Sebastião Salgado.

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    1. ... de Minas para o Mundo e com o Mundo! Grata por sua visita e comentário! Volte sempre!

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