TRAVESSEIRO SUSPENSO POR FIOS DE NYLON

Mostrando postagens com marcador Estranhamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estranhamento. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sou Eu o Outro...

Sonhos...
"Eu me conto em segredo, em verdades ocultas
que sempre soube mas que não podia
saber. E, neste jogo ardiloso, vou
descobrindo, surpreso e perplexo, aquilo
que sou mas que não podia ser. Mas,
sempre fui sem poder saber!
Eu sonho!"
"Um dia sonhei que era EU e quando
acordei descobri que vivia um NÃO-EU
Mas, em que enrascada danada eu tinha me metido,
Pois vivia no sonho e sonhava na vida."
(Victor R. C. da Silva Dias)



A maior riqueza do homem é a sua incompletude
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me acertam como sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, 
que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, 
que aponta lápis, que vê a uva, etc, etc.
Perdoai.
Mas eu preciso ser Outros
Eu penso renovar o mundo usando borboletas.
 (Manoel de Barros)


"Um Encontro de dois: olhos nos olhos, face a face. 

E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei 

no lugar dos meus;

E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus;

Então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus."

(J.L.Moreno- Criador do Psicodrama)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O L H A R E S - Fotógrafa DIANE ARBUS



 Diane Arbus Fotojornalismo Moma Nova Iorque Bizarro Harper's-Bazar Retratos

DIANE ARBUS  -   fotógrafa  -  
Nova-iorquina, nascida em março de 1923




Uma reação imediata que vai do espanto ao fascínio, retornando num incômodo diante do improvável ou ainda do bizarro. Nas lentes de Diane Arbus, o encontro com o outro ganha aspectos desconcertantes; Nova-iorquina, nascida em março de 1923, os primeiros contatos de Arbus com a fotografia se deram através do marido Allan que repartia com ela as lições de captura que aprendera durante seus trabalhos no exército americano. Trabalharam juntos durante anos na área de propagandas, sendo Allan Arbus o fotógrafo e Diane sua assistente. Mas, numa expansão inevitável que já não lhe permitia mais permanecer no papel coadjuvante, Arbus foi tomar lições formais na Escola de Nova Iorque e, em 1959, estava separada de Allan; estudando fotografia sob a orientação de Alexey Brodovitch, diretor de arte da Harper's Bazar e de seu discípulo Richard Avedon.

Mas o universo fashion não era sua prerrogativa; Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas.Tudo que para nós é estranho é ao mesmo tempo familiar, diz um conceito de Freud. Diane Arbus, a partir do início dos anos 60, munida d'uma Rolleiflex, iniciava sua viagem de buscas e encontros desses estranhos familiares entre pessoas comuns, em seus cotidianos comuns, ainda que fossem tipos raros ou "freeks"; a exposição principal, a que de fato vai provocar o desconforto em seus trabalhos, é a da crueza dos detalhes mais secretos dos retratados. O bizarro é a revelação do segredo que ganha certos contornos inquietantes nos pretos&brancos quase mesmo macabros; provocam o diálogo entre nossos próprios e (des?)conhecidos segredos, os do retratado e os da fotógrafa.

Eles estão sempre estáticos, posando com olhos na câmera; há a exploração do mascarado, dos atos absurdos/corriqueiros, dos pequenos objetos... é teatral, factível, ao acaso, voyeur e exibicionista, tudo ao mesmo tempo, em retratos exteriores que gravitam em torno do questionamento sobre a consistência das identidades individuais e de grupo.

Tinha ainda profundo interesse pelos considerados bizarros, como mutilados, prostitutas, gêmeos siameses, anões e travestis... dizia que lhes provocavam fascínio e vergonha, reconhecia neles uma dignidade ímpar: a maioria das pessoas passam a vida temendo uma experiência traumática. Os "freeks" nasceram banhados pelo trauma. Com isso passaram no teste da vida. São aristocratas.


Em Julho de 1971, apenas sete anos depois de sua primeira exposição no Museu de Arte Moderna, a artista suicidou-se ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos. Em 1972 sua obra foi consagrada na Bienal de Veneza e seu legado do imaginário humano revolucionou a fotografia moderna nessa busca passional de si no outro.




 Diane Arbus Fotojornalismo Moma Nova Iorque Bizarro Harper's-Bazar Retratos


 Diane Arbus Fotojornalismo Moma Nova Iorque Bizarro Harper's-Bazar Retratos







Sobre a autora: priscilla santos é adoradora de cervejas e colabora com o obvious.