TRAVESSEIRO SUSPENSO POR FIOS DE NYLON

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Acordes e Harmonias em Êxtase Místico

LIBERA





Os cantores do Libera, que têm entre 7 e 16 anos de idade,  veem de várias escolas locais do sul de Londres, e são de diferentes origens (inclusive religiosa). Embora sejam meninos e  cantem, eles não pensam a si mesmos como coristas, mas sim como um tipo alternativo de “boy band”.

Os rapazes que compõem o Libera banda vocal, são descritos como "normais". No entanto, como suas gravações e performances demonstram, a música que produzem é verdadeiramente extraordinária. Com brilhantes acordes e harmonias em êxtase místico, eles são diferentes de qualquer outro grupo. Estes são verdadeiramente os sons para levantar a alma. Sons celestiais para um novo tempo.

O som característico do Libera tem viajado o mundo nos últimos anos. Os álbuns do grupo ultrapassaram os gráficos dos sons tradicionais e clássicos em muitos países, e suas gravações mantêm seu lugar no top dez ao lado de grandes artistas como Bocelli.

O som único do Libera é impossível de ser classificado, no entanto seu apelo universal tem levado o grupo a ter fãs em muitos e diferentes países, particularmente nos EUA, Reino Unido, Filipinas, Coréia do Sul e Japão.

Ave Maria


Sanctus

Sempiterna

Lullabye

Song of Life

Time

Libera

http://www.libera.org.uk


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Encontros (e Duetos) com Renato Russo...

Marisa Monte e Renato Russo - "Soul Parsifal"
Está aí o resultado do empenho coletivo de Marcelo Fróes e Marisa Monte, com o auxílio do produtor Carlos Trilha para resgatar a canção "Celeste", de 1993, cuja melodia é da Marisa e a letra de Renato Russo. Mais tarde, esta canção seria gravada no último disco de músicas inéditas do Legião Urbana, com o nome de "Soul Parsifal", mas a gravação original, resgatada dos arquivos de Marisa Monte você confere aqui, e no no CD "Duetos", que a EMI lançou em 2010, ano em que Renato Russo completaria 50 anos, se estivesse vivo.


 Renato Russo & Zélia Duncan - "Catedral Song" / "catedral"


Renato Russo e Adriana Calcanhoto-"Esquadros"  (1994)

Renato Russo e Dorival Caymmi - "Só Louco"




  Renato Russo e Leila Pinheiro - "Hoje"





Renato Russo & Biquini Cavadão - "Múmias"





 Renato Russo e Paulo Ricardo - 


"A Cruz e a Espada"



Renato Russo & Herbert Viana - "Nada por mim"

Renato Russo e Erasmo Carlos  - "A Carta"

DJAVAN, RENATO RUSSO, GILBERTO GIL, GAL


COSTA, MARISA MONTE, RITA LEE, NEY 




Renato Russo - Gente Humilde 

(de Chico Buarque)





Leila Pinheiro e Renato Russo: "La Solitudine"




Laura Pausini & Renato Russo - "Strani Amore"



 Renato Russo com Flávio Venturini - "Mais Uma Vez" 
Álbum póstumo do cantor e compositor Renato Russo,"Presente" foi lançado em março de 2003, seis anos após sua morte.
Os familiares de Renato Russo, permitiram que o jornalista e produtor Marcelo Fróes vasculhasse os arquivos pessoais do cantor em busca de alguma espécie de material que pudesse ser utilizado em um disco ou algo do tipo. Com este material e a ajuda do diretor Jorge Davidson, começou o projeto de um disco a ser lançado no aniversário de falecimento de Renato e, por isso, se chamaria "Presente".
Fróes encontrou canções interessantíssimas gravadas em apenas voz e violão e, às vezes, um teclado: "Mais uma Vez" (parceria de Renato com Flávio Venturini), gravada pela ex-banda de Venturini, o 14 Bis -, "Boomerang Blues" composição de Renato gravada pelo Barão Vermelho, e "Thunder Road"- de Bruce Springsteen.

Vídeo histórico do 14 Bis, ainda com Flávio Venturini, gravado no extinto programa 
do Faustão "Perdidos na Noite",em 1987.

sábado, 30 de julho de 2011

I L U S Ã O... porque não me deixei tentar vivê-la feliz....

ILUSÃO / ilusion

Julieta Venegas (México) e Marisa Monte (Brasil)


Uma vez eu tive uma ilusão
E não soube o que fazer
Não soube o que fazer
Com ela
Não soube o que fazer
E ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
Eu só sei que ela se foi
Meu coração desde então
A chora todo dia
No portão
Por ela
não soube o que fazer
e ela se foi
Porque eu a deixei
Por que eu a deixei?
Não sei
eu só sei que ela se foi
Sei que tudo o que eu queria...
Deixei tudo o que eu queria...
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
É a ilusão de que volte...
O que me faça feliz...
Faça viver...
Por ella no supe que hacer
Y se me fue
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque não me deixei tentar
Vivê-la feliz
Sei que tudo o que eu queria
Deixei tudo o que eu queria
Porque no me dejo
Tratar de ser la feliz
Porque la deje
¿Por que la deje?
No sé
Solo sé que se me fue


http://www.vagalume.com.br/marisa-monte/ilusion-com-julieta-venega.html#ixzz1WG19pA4S


O medo é a medida da indecisão...

Medo/ Miedo

Lenine & Julieta Venegas
Composição: Pedro Guerra/lenine/robney Assis
Site oficial:www.lenine.com.br
Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

O medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O medo é de Deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir


Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá


http://www.vagalume.com.br/lenine/miedo.html#ixzz1U7QVWE4K

O Medo
Carlos Drummond de Andrade

Em verdade temos medo.

Nascemos no escuro.

As existências são poucas;

Carteiro, ditador, soldado.

Nosso destino, incompleto.

E fomos educados para o medo.

Cheiramos flores de medo.

Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
Vadeamos.
Somos apenas uns homens e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
Este célebre sentimento,
E o amor faltou: chovia,
Ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
Nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
Meu companheiro moreno.
De nos, de vós, e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
Vem ó terror das estradas,
Susto na noite, receio
De águas poluídas. Muletas
Do homem só.
Ajudai-nos, lentos poderes do
Láudano.
Até a canção medrosa se parte,
Se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
Duros tijolos de medo,
Medrosos caules, repuxos,
Ruas só de medo, e calma.
E com asas de prudência
Com resplendores covardes,
Atingiremos o cimo
De nossa cauta subida.
O medo com sua física,
Tanto produz: carcereiros,
Edifícios, escritores,
Este poema,
Outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
Recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes...
Fiéis herdeiros do medo,
Eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
Dançando o baile do medo.
Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond

Congresso Internacional do Medo

 Carlos Drummond de Andrade 

Provisoriamente não cantaremos o amor,

que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.

Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,

não cantaremos o ódio porque esse não existe,

existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,

o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,

o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond